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Resenha - Checkmate LAMB OF GOD - Necropsya Metal Rádio

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Resenha – Checkmate LAMB OF GOD

Cinco anos após o seu último lançamento, a banda retorna com um disco homônimo e trazendo a novidade de um novo membro. Essa era a prova se Art Cruz assumiria com qualidade o posto deixado por Chris Adler, que sempre se mostrou um baterista cheio de técnica, feeling e grooves. Pois bem, lançado pela Nuclear Blast e a Epic Records, e produzido por Josh Wilbur, que vem rendendo ótimos trabalhos ao lado da banda há um tempo, o disco carimba mais uma pedrada do LoG, tudo que você esperar deles, está entregue no novo trabalho. Pode não parecer, mas o Lamb of God tem mais de duas décadas de carreira. Ao longo dos anos, principalmente nos últimos dez, a banda tem conseguido uma boa popularidade ao conseguir furar a bolha do fã comum de heavy metal para conseguir atingir outro público. Cinco anos após o último disco de inéditas, chamado “VII: Sturm und Drang”, eles retornam com um novo álbum de inéditas e prontos para voos mais altos — isso se a pandemia deixar. “Memento Mori” é a abertura, e que abertura. Já conhecida do público, é soturna no começo, com Randy Blythe cantando em tons mais limpos e graves, bem melódicos, e seguindo por um dedilhado bastante sinistro. Logo a música explode em groove e peso com a banda toda e faz isso de forma maravilhosa. Soando com a pressão de uma rocha, o grupo amadurece a cada lançamento, e traz um puta refrão misturando peso e melodia. A musicalidade continua impecável, inclusive na bateria que soa pesada e precisa. A ponte é incrível e traz um breakdown ao melhor estilo dos caras, que já dá pique logo na primeira faixa. Seguindo, “Checkmate”, também já conhecida vem com uma porrada nervosa logo na introdução. Os versos são intricados, com uma boa presença do baixo. A metade da faixa ganha uma dose extra de groove e nesses momentos, o Lamb of God reina e sabe muito bem o que estão fazendo. Blythe parece um demônio vociferando seus gritos. “Gears” tem uma ótima abertura com guitarra e bateria em perfeita sintonia, e Art brilha por aqui. Mais uma vez os versos são muito bem executados, com uma quebradeira insana, explodindo em um refrão bastante ágil. Há ainda um solo vibrante, e saquem o trabalho de chimbal logo em seguida. Das melhores. Com John Campbell mandando ver com seu baixo no início de “Reality Bath”, ela segue mais cadenciada por um período, mas logo vira para algo mais denso e encorpado. Há uma parada climática na metade guiada novamente pelo baixo e logo a porradaria ressurge trazendo todos de volta. “New Colossal Hate” abre com destaque na bateria e olha o som desses bumbos que coisa maravilhosa de se ouvir. A ponte é um tanque de guerra sem freio, passando para um compasso mais ágil e agressivo. Como dito, aqui impressiona a precisão de Art na bateria e vemos que Chris deixou um legado que está sendo honrado, em nada se perdeu na qualidade sonora. “Resurrection Man” é outro destaque do disco. O começo é insano, Mark Morton e Will Adler estão inspirados, o groove e cadencia reinam no andamento e que peso! Direta, precisa e daquelas obras que mais transpiram a identidade do Lamb of God no todo. Mas não para aí, a virada na metade é uma loucura e vem como um soco na cara sem perdão, e duvido alguém ficar parado ouvindo essa porrada, e que final foi esse! Das melhores! Quer mais riff? Então segura “Poison Dream”, que traz a participação especial de Jamey Jasta, vocalista do Hatebreed. A ponte dividida por Blythe e o convidado é matadora, seguida de mais um solo muito bem executado e bateria a milhão. E não acaba por aí as participações. “Routes” traz a lenda Chuck Billy do Testament, numa faixa que transpira thrash metal da melhor qualidade e que irá abrir muitas rodas nos shows. “Bloodshot Eyes” é mais melódica em comparação com as demais. Traz vocais limpos em sua introdução e segue com bastante mudanças vocais, o que é sempre interessante de ver a banda fazendo, sem perder sua identidade nem muito menos a sua grande qualidade. Há ótimas linhas do baixo e viradas de bateria no timing certo. Fechando, ‘On The Hook”, que invoca a porrada “Set to Fail” em seu começo, mas logo ganha vida própria e soa como o encerramento certeiro, com passagens absurdas com direito à blast beats, guitarras fuzilando os ouvidos sem perdão e vocais rasgados e destruidores. Não que isso seja surpresa, pois sempre soubemos que os músicos, a banda, é a marca registrada de qualidade dentro do metal atual e já colocou seu nome entre os grandes da cena. Neste novo disco eles só reafirmam o que sempre foram desde o seu surgimento, uma banda que sabia o que queria fazer e sempre levou a sério seu trabalho e colheu seus frutos e hoje nos proporcionando ótimos materiais.

 

LAMB OF GOD TRACKLISTING:                                                                                                                                                   01. Memento Mori                                                                                                                                                                              02. Checkmate                                                                                                                                                                                      03. Gears                                                                                                                                                                                              04. Reality Bath                                                                                                                                                                                  05. New Colossal Hate                                                                                                                                                                        06. Resurrection Man                                                                                                                                                                        07. Poison Dream (feat. Jamey Jasta)                                                                                                                                            08. Routes (feat. Chuck Billy)                                                                                                                                                          09. Bloods

FORMAÇÃO: Randy Blythe: Vocal Mark Morton: Guitarra Will Adler: Guitarra John Campbell: Baixo Art Cruz: Bateria

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Equipe